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ORIGEM DO NOME 

A origem do nome Parede é no geral associada à existência de pedra em abundância no local ou aos muros de pedra solta, muito comuns antes do crescimento urbano da povoação.O professor Diogo Correia, no seu livro Toponímia do Concelho de Cascais, faz referência ao nome Parede dizendo que "Na opinião de especialistas autorizados, as paredes que deram nome às povoações suas homónimas, eram castelos arruinados, atalaias desmanteladas e, muitas vezes, simples cabeços murados. Foi provavelmente de uma dessas velhas construções, embora não castrejas, que adveio o nome de Parede, no concelho de Cascais (...)". 

Também Branca Colaço e Maria Archer no seu livro Memórias da Linha de Cascais, confirmam estas ideias na sua explicação para o nome da localidade:" (...) Parede (...) o seu nome antigo de três ou quatro séculos, teria sido o de Paredes - toponímia que uns filiam nos muros de pedra solta com que no sítio era uso rodear as propriedades, uso tão arreigado na tradição, que ainda hoje se mantêm - e que outros atribuem à própria estrutura do terreno do local, calcário rico em pedreiras, de que, desde séculos, se extrai a maior parte da cantaria usada e empregada nas paredes desta Lisboa. (...)". 

A título de curiosidade convém ainda lembrar que os habitantes de Parede, além de Paredenses, eram conhecidos por "osgas". Cerca dos anos 20, haveria mesmo um barracão onde se fazia teatro, quase em frente ao actual quartel dos bombeiros, conhecido por "Teatro das Osgas". 

DAS ORIGENS À TERRA DE CANTEIROS 

No período compreendido entre a ocupação Pré-Histórica da freguesia de parede, há cerca de quatro mil anos, e os finais do século XIX, são escassas as informações sobre esta localidade e os seus habitantes. 

Embora no concelho existam diversos vestígios da presença romana, (as mais antigas datam do séc. I a.c.) como é o caso das freguesias de Alcabideche, Cascais, Estoril, e S. Domingos de Rana, não há em Parede sinais dessa ocupação. Contudo é lícito supor que os povos aqui já estabelecidos tivessem permanecido nesta região e que os romanos aí se deslocassem, para procederem à extracção de pedra necessária às suas edificações e artefactos. Vidal de Caldas Nogueira, nuns artigos de 1957 sobre Parede, avança com esta hipótese: "Os romanos iam buscar pedra de cantaria para as construções, monumentos e inscrições de Olisipo às pedreiras dentre Lisboa e Sintra, não custando a aceitar que o antigo e modesto burgo onde hoje é a Parede, tornasse parte activa nessa indústria das lápides de mármore ou granito".